VILAR DE AMARGO NAS REDES SOCIAIS

VILAR DE AMARGO NAS REDES SOCIAIS
Sinta-se mais perto desta aldeia de Portugal

Bem Vindos

A freguesia de Vilar de Amargo fica situada no extremo NE do distrito da Guarda, com concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, de que dista 8 kms, tendo por vizinhas as freguesias de Algodres (6 kms), Almendra (7 kms), Freixeda do Torrão (6 kms) e Escalhão (15 kms).Em tempos idos, pertenceu aos extintos concelhos de Almendra e Castelo Rodrigo, às comarcas de Pinhel e Trancoso e à grande provedoria de Lamego.

Mapa do Concelho

Mapa do Concelho

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O GRANDE MOTIVO



Aqui fica o grande motivo que me levou a fazer este blog, a minha mulher. Na foto está em Vilar de Amargo, em 1974, com cerca de nove anos, com os pais e os avós maternos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O CONCELHO DE FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO


ESCALHÃO

Orago : Nossa Senhora dos Anjos
Festas: Nossa Senhora dos Anjos (Agosto) e Amendoeiras em Flor (Fevereiro e Março).



Situada a 8 km da sede do Concelho, num planalto de onde se vislumbram largos horizontes. Foi ao longo dos tempos terra importante deste concelho, devido à sua grande riqueza económica e humana.
Na idade média existem poucas referências a esta Freguesia. A valentia dos seus moradores ficou bem patente por alturas da Guerra da Restauração.
A 29 de Fevereiro de 1648, D. João IV concedia a Escalhão o título de “Honra”, no alvará que em seguida transcrevemos: “… EU, EL-Rei faço saber aos que este alvará veirem que os moradores de Honra Escalhão, termo da vila de Castelo Rodrigo…que na entrada daquelle ennemigoi fez na provincia da beira em desacete de Outubro do anno de seiscentos e quarenta e dois achando queimando aos lugares de escarigo, Vermioza, Almofalla, Matta de Lobos do termo da dita villa vindo ultimamente a ir digo lugar para obrar nelles o que necessario digo o que nos mais achou tanto valor e animo nos ditos moradores que todo em hum largo ajudado somente de trinta e cinco soldados… se defenderam em hum reduto que fizerão junto à igreja contra quatro mill e quinhentos infantes e quatrocentos cavalos … e matarão muita quantidade delles…”.
A nível monumental destaca-se a Igreja Matriz, antiga fortaleza, a ponte Medieval, a fonte de mergulho, o cruzeiro, o museu e a biblioteca.
Um dos lugares mais belos deste Concelho é Barca de Alva, que durante o ano possui paisagens inigualáveis que cativam os visitantes, é ainda mais bonita nos meses de Fevereiro e Março, com o magnífico espectáculo conferido pelas amendoeiras em flor, oferecem aos nossos olhos uma beleza de estonteante cromatismo.
A deslumbrante viagem que é a subida do Rio Douro culmina de forma perfeita no Cais–Fluvial de Barca de Alva.
A beleza do local torna cada acostagem um momento inesquecível para os milhares de passageiros que sobem o rio Douro.

domingo, 2 de agosto de 2009

FESTA EM FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO



Feira das Actividades Económicas

O programa oficial da Feira das Actividades Económicas, que irá decorrer de 11 a 16 de Agosto nos Largos Serpa Pinto e Mateus de Castro, em Figueira de Castelo Rodrigo conta com grandes nomes da música portuguesa, tais como: Xutos & Pontapés, Rui Veloso, Michael Carreira, Rita Guerra e Deolinda.




PROGRAMA
11 - Mickael Carreira
12 - Deolinda
13 - Xutos e Pontapés
14 - Rita Guerra
15 - Rui Veloso
16 - Cláudia Madur

VISITE FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO, E DIVIRTA-SE.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

CONCELHO DE FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO


VILAR TORPIM

Armas - Escudo de prata, dois gládios de negro, passados em aspa, realçados de ouro, entre a cruz da Ordem de Cristo, em chefe e um cálice de azul, realçado de ouro, em ponta. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “ VILAR TORPIM “.

Orago: Nossa Senhora dos Prazeres
Festas: Santo António (Agosto), Nossa Senhora dos Prazeres (Setembro).

Situada a 9 km a Sudoeste da sede do Concelho, na margem direita da ribeira de Avelar, afluente do Rio Côa.
A primeira referência a “VIllar de Turpino” surge no documento de doação de Fernando II de Leão à ordem de S. Julião do Pereiro no ano de 1176.
O nome da Freguesia provirá de um Bispo franco chamado Turpino. Os historiadores falam de um Bispo franco que em 1161 figurava no repovoamento de Ciudad Rodrigo.
Na história de Ciudad Rodrigo pode ler-se:
“.. Entre Castelo Rodrigo e Almeida existe um povo chamado VILLA-Turpim, cuja fundação se atribui ao Bispo Turpino…”.
Nos séculos XV e XVI foi importante centro de passagem de mercadorias, tendo aí existido importante alfandega.
Nas lutas liberais, teve importante papel, pois foi quartel-general do general Conde do Bonfim, que se instalou no Casa do Fidalgo.
Em termos monumentais destaca-se a Igreja Matriz e o Solar dos Saraivas, o lagar e a ponte velha, as várias fontes, as capelas de Santo António, de Santo Antão e de São Sebastião.

terça-feira, 9 de junho de 2009

I PASSEIO TODO TERRENO


Vai realizar-se no próximo dia 20 de Junho o I Passeio Todo Terreno. Este passeio é organizado pela Comissão de Festas de Nossa Senhora dos Remédios. A concentração terá lugar em Vilar de Amargo, pelas 9h.

PROGRAMA

9:00 - Concentração em Vilar de Amargo

9:30 - Início do Passeio - 1.ª Étapa

11:00 - Mata Bicho

13:00 - Almoço

15:00 - Início do Passeio - 2.ª Étapa

19:00 - Lanche de Despedida

INFORMAÇÕES: 917 766 108 - 917 237 568

NÃO FALTE

segunda-feira, 1 de junho de 2009

UM DIA BEM PASSADO

Aqui ficam algumas fotos do Passeio Pedestre do "Lagarto", que levou os participantes a Barca d`Alva, gentilmente cedidas pelo amigo Mário André. Como se pode ver, foi um dia bem passado, onde reinou a boa disposição e o convívio entre os participantes.



Bem Hajam, e obrigado Mário.

terça-feira, 19 de maio de 2009

PASSEIO PEDESTRE DO "LAGARTO"


Vai realizar-se no próximo dia 30 de Maio, o Passeio Pedestre do "Lagarto". A concentração vai acontecer na aldeia de Vilar de Amargo, e a partida será dada pelas 9h00. O passeio levará os caminhantes a Barca de Alva, onde pelas 13h se realizará um almoço convívio.

Vilar de Amargo / Barca de Alva
Figueira de Castelo Rodrigo

PROGRAMA

8:30 - Concentração na Aldeia de Vilar de Amargo;

9:00 - Partida;

12:30 - Chegada à Aldeia de Barca de Alva;

13:00 - Almoço Convívio;

Inscrição:
Até: 26-5-2009
10 Lagartos

CONTACTO:
916655348
mario_andre81@hotmail.com

quarta-feira, 29 de abril de 2009

CONCELHO DE FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO



ALMOFALA

Armas - Escudo de vermelho, uma torre quadrangular arruinada, de prata, com porta e janelas rectangulares, aberta e lavrada de negro, acompanhada em chefe de um grifo (não heráldico – gyps fulvus) de sua cor; em ponta, três faixetas ondadas de prata e azul. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda de negro, em maiúsculas : “ ALMOFALA – FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO “.

Orago : São Pedro
Festas: São Pedro a 29 de Junho e Santo André em Agosto.

Inserida num vale e com o Rio Águeda a separá-la de Espanha, Almofala foi atractivo para vários povos.
Em Santo André foi localizado um castro Celta, destacando-se ainda hoje as esculturas Zoomórficas (Berrões) a atestar a presença de Vetões.
A presença romana é bem visível na torre e na Ara votiva que nos fala da CIVITAS COBELCORUM.
O topónimo Almofala tem origem árabe, no termo ALMOHALA e significa “acampamento”. Surge mencionado pela primeira vez em documentos do ano de 1217.
Em Outubro de 1642, a freguesia foi muito destruída pelos espanhóis e, existindo um cruzeiro a assinalar esse episódio. Foi nessa altura que as aldeias de Torre dos Frades e Colmenar, foram completamente destruídas.
Em termos Monumentais destacam-se a Torre de Almofala, classificada como Monumento Nacional. O Cruzeiro Roquilho do séc. XVI, classificado como Imóvel de Interesse Público que assinala uma antiga via de peregrinação a Santiago de Compostela.
A barragem de Santa Maria de Aguiar e Santo André, são por excelência, locais de interesse paisagístico.

segunda-feira, 30 de março de 2009

LENDA - A MOURA ENCANTADA


No lugar das Quadrelas, na freguesia de Vilar de Amargo, há uma sepultura cavada num penedo, onde jaz uma moura encantada.
Um dia, dois homens encaminhavam-se para esse local, tratando a terra cultivada de cereal.
Pobres que eram, aproveitavam todos os sítios onde o centeio se pudesse desenvolver. O mais novo disse ao pai que ia tentar cavar em volta da alta rocha que ali se encontrava. Cansado de batalhar contra o duro terreno, reparou numa estreita fenda que havia no penedo. Curioso, cavou com mais afinco, para ver se descobria o que por ali estaria escondido.
Foi grande a sua surpresa quando a enxada bateu numa superfície dura. Afastou a terra e viu uma tampa. Chamou o pai e ao levantarem-na encontraram uma panela cheia de moedas de ouro. Espantados com tal descoberta, correram para casa, contando à mulher e à filha o sucedido, escondendo a panela em local seguro, jurando guardar segredo da descoberta. Alguns dias depois o rapaz começou a sentir-se mal e caiu de cama.
Chamaram o médico, mas este não foi capaz de descobrir qual o mal que afligia o moço.
Uma tarde, quando ele se encontrava sozinho em casa, apareceu-lhe uma velha, de cabelos compridos e desgrenhados, ocultando-lhe completamente o rosto que, numa voz arrastada, lhe disse que não procurasse mais riquezas junto ao penedo, pois a ousadia e cobiça podia sair-lhe cara.
Poucas noites depois, quando a família dormia a sono solto, o vulto da velha apareceu repentinamente no quarto do pai e, dirigindo-se para a cama do casal, deu-lhe duas bofetadas. O homem acordou estremunhado e perguntou à mulher qual a razão de lhe ter batido. Ela, espantada, disse não saber do que estava a falar.
Ao outro dia de manhã, quando contaram o sucedido ao filho, este pôs-se a cismar no que a velha lhe tinha dito, mas não contou nada aos pais. Tomando a refeição da manhã, pegaram nas enxadas e dirigiram-se para as Quadrelas, a trabalhar o pouco terreno que ali possuíam. Único sítio de onde tiravam sustento para a casa.
Andavam entretidos na faina de lavrar o terreno, quando do meio de umas pedras saltou uma cobra que se enroscou na garganta do arado.
Refazendo-se do susto, preparavam-se para afastar o réptil com um pau, quando repararam estupefactos que este tinha desaparecido.
Continuando a faina, o rapaz encontrou no meio de um rego um cordão com uma medalha de ouro, mostrando-o de imediato ao pai.
Este, ao ver tão valiosa peça, disse que era para a filha.
Foi então que o rapaz ouviu a voz da velha, dizendo-lhe:
- Lembra-te do que te recomendei!
Não te atrevas a dar o cordão à tua irmã. Põem-no ao pescoço da tua cadela e verás o que acontece.
O rapaz contou ao pai o que a misteriosa voz lhe tinha dito. Deixando o trabalho, regressaram a casa e seguiram o conselho da velha. Chamando a cadela, puseram-lhe o cordão ao pescoço e qual não foi o seu espanto ao verificarem que o pobre animal tinha desaparecido. Atirando com o cordão para longe, compraram um terreno com o dinheiro que tinham achado e abandonaram o local maldito, que apesar de lhes ter permitido melhorar de vida, tantas preocupações lhes tinha dado.

terça-feira, 17 de março de 2009

O CONCELHO DE FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO


MATA DE LOBOS

Orago : Santa Marinha
Festas: Santa Marinha (1.ª quinzena de Agosto), Nossa Senhora de Fátima (2.ª quinzena de Agosto) e Santo Antão (2.ª semana).

A Freguesia situa-se a 5 km a este da sede do Concelho. O mais antigo documento conhecido que menciona a Freguesia remonta a 1165 e refere-se a doações feitas por Fernando II de Leão ao Mosteiro de Santa Maria de Aguiar.
No ano de 1321 a Igreja de Mata de Lobos aparece incorporada na relação das Igrejas do termo de Castelo Rodrigo. A Capela de Santa Marinha foi outrora a Igreja Paroquial, como o provam as palavras do reitor Paulo Antunes Alonso nas "Memórias Paroquiais" de 1758 "… a sua igreja paroquial consta ser Igreja e mosteiro dos templários que bem o mostram as suas ruínas, por se achar no adro della muitas sepulturas com letreyros nas suas campas que declarão ser de seos cavaleiros…".
A actual Igreja Matriz tem origem na primitiva Capela de São Sebastião, apresenta como particularidade a separação da torre sineira do corpo do templo.
Foi nos campos de Mata de lobos, no local da Salgadela, que se travou a 7 de Julho de 1644 a Batalha da Salgadela, existindo no local o Padrão de Pedro Jacques de Magalhães a relatar tal evento.
A nível do património destaca-se a Igreja Matriz, a Capela de Santa Marinha, o padrão de Pedro Jacques de Magalhães, as sepulturas antropomórficas, o chafariz e os lagares.
O Rio Águeda e as arribas são locais de interesse paisagístico

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

SERRA DA MAROFA



A Serra da Marofa é a cúpula daquilo a que se poderá chamar de uma cordilheira, pois que a Serra tem várias componentes que tomam o nome das freguesias ou locais onde elas se encontram.
De qualquer ponto escolhido na sua extensão se desfrutam belíssimas e vastas paisagens atingindo o seu auge, por ser o mais alto, no pico da Marofa. Do cume, a 975 metros ter-se-á uma vista de 360º. Para leste, a Barragem de Santa Maria de Aguiar. Para nordeste, a aldeia de Castelo Rodrigo com os restos da fortificação a rodear o cabeço, situando-se a sede do concelho (Figueira de Castelo Rodrigo) a 3 km. Para norte adivinha-se o profundo vale do Douro (na região de Barca d´Alva) e para oeste distingue-se a formação geológica da Garganta do Colmeal.
É de referenciar a Capela de Nossa Senhora de Fátima da Marofa, a Via - Sacra, estendida na encosta norte e nas vertentes sul-poente um conjunto de capelinhas evocativas dos Mistérios do Rosário que, dada a sua rusticidade, bem se enquadram no meio ambiental em que se encontram implantadas. Nelas se albergam imagens correspondentes ao Mistério a assinalar e legendas elucidativas.
Não se pode esquecer uma belíssima estátua, em granito, de Cristo - Rei, de braços abertos acolhendo neles todo o concelho e uma cripta onde, nas suas paredes, se encontram embutidas as imagens dos padroeiros das freguesias do Arciprestado.

LENDA
Reza a lenda que esta Serra era pertença de um judeu muito rico, que, perseguido em Espanha, nas terras lusas se exilara, o qual tinha uma filha muito bela, chamada Ofa. A beleza da jovem judia fez que por ela se apaixonasse o filho de um fidalgo, de nome Luís, cujo namoro se prolongaria em segredo. Tornou-se público e de pleno consentimento paterno quando a família judia se converteu ao cristianismo, para contrariar o decreto real de D. Manuel que mandava expulsar os judeus. Às descobertas, sem temor, o jovem fidalgo passou a trepar a serra ao encontro da amada, o que motivava o comentário do povo, que o via passar no dorso do cavalo: «Vai amar Ofa». E assim se conta que a serra, antes chamada de Castelo Rodrigo, passou a ser Serra da Marofa, por deturpação da frase que corria por entre o povo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

DIA DE REIS


Após o nascimento de Jesus, segundo o Evangelho de São Mateus, surgem os Reis Magos provenientes do Oriente, que o visitaram em Belém guiados por uma estrela.
Esta denominação de «Mago», tem conotação de sapiência entre os Orientais ou designa ainda astrólogos, deduzindo-se inicialmente que seriam Astrólogos eruditos. Isto pensa-se por se contar que terão avistado uma estrela que os terá guiado até onde Jesus nasceu. Terão chegado até Cristo a 6 de Janeiro, data que actualmente se comemora o «Dia de Reis».
O nome de «Reis» fora colocado com base na aplicação liberal do Salmo 71,10 realizada pela Igreja. Não há informação de quantos seriam e os seus nomes, existem sim apenas suposições e algumas pinturas dos primeiros séculos, aparecendo dois, quatro e doze «Magos».
Após o Evangelho terão sido atribuídos os nomes dos «Reis»; Baltasar, representante da raça africana ; Belchior, representante da raça europeia e Gaspar que representava a raça asiática, representando todas as raças conhecidas até à data, simbolizando a homenagem de todos os Homens da Terra a Jesus.
Pelo número de prendas deduziu-se quantos seriam, pois ofereceram três presentes, ouro (Belchior), incenso (Gaspar) e mirra (Baltasar). As prendas têm uma simbologia, pois o ouro era somente oferecido a Reis, perfazendo a sua nobreza; o incenso, representa a divindade e a mirra, simboliza Jesus como Homem e o sofrimento que iria ter ao longo da sua vida.
Sendo países tradicionalmente católicos, Espanha e Itália são os países que maior importância e simbolismo atribuem a esta tradição.
As crianças espanholas e italianas celebram o Natal como todas as outras mas têm de esperar pelo dia de Reis, 6 de Janeiro, para receber as tão desejadas prendas.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

sábado, 27 de dezembro de 2008

CASA DO PADRE BARROS DE BRITO


Descrição
Casa térrea de planta rectangular simples, com cobertura homogénea de duas águas. Fachadas em alvenaria de granito aparente, tendo duas das fachadas com remates em beiral. Fachada principal virada a NE., rasgada por porta de verga recta com moldura em cantaria de granito de corte regular, com ombreiras lisas e um lintel recto de grandes dimensões, com moldura de feixes boleados e arco derivado do conopial. É ladeada por um silhar ornamentado, colocado no eixo horizontal do seu lintel com uma das arestas boleadas. No lado oposto, silhar ornamentado, que constitui um fragmento de janela de avental, tendo, no centro do silhar de granito, em relevo, um corpo em forma de peanha moldurada com listéis boleados, com a reserva relevada com ornamentos em que se consegue identificar uma taça-ânfora central, um círculo à esquerda e uma figura antropomórfica à direita, coroados por motivo de corda torcida. Fachada lateral esquerda em empena cega, estando a oposta adossada. Fachada posterior cega. INTERIOR não observado.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

CAPELA DO SENHOR DA MISERICÓRDIA


Descrição
Planta longitudinal simples, de nave única, antecedida por alpendre, formando um volume de massa paralelepipédica com cobertura homogénea em telhado de quatro águas. Fachadas em alvenaria de granito aparente, com as juntas argamassadas, excepto a principal e o alpendre em cantaria de granito aparente, flanqueadas por cunhais perpianhos em cantaria e rematadas em friso e cornija. Fachada principal virada a S., com alpendre de planta quadrangular, suportado por seis colunas, com capitéis de inspiração jónica, e dois pilares toscanos nos ângulos, que assentam sobre o muro que forma o seu perímetro, com acessos central e dois laterais, protegidos por portões metálicos, o frontal com as iniciais "SM"; é pavimentado com lajes de granito e possui cobertura interna em forro de madeira com travejamento à vista; a fachada é em empena, rasgada por duas portas de verga recta, de arestas biseladas, que flanqueiam uma janela rectangular com seis colunas do tipo balaústre. Fachada lateral esquerda virada a O., cega, sendo a oposta também cega, possuindo, no lado esquerdo, sineira em arco de volta perfeita assente em impostas salientes e rematada por cornija saliente, rematada por cruz latina de hastes lisas sobre plinto cúbico. Fachada posterior em empena recta cega. INTERIOR rebocado, com cobertura em de madeira lançado em três águas, com travejamento à vista e pavimento em lajeado de granito. As paredes são rebocadas e, em faixa enquadrada por uma moldura pintada e ornamentada com elementos ornamentais vegetalistas, distribuem-se sequencial e narrativamente as cenas da Paixão de Cristo pintadas em cores vivas com onze cenas, tendo a seguinte sequência do Evangelho para a parede fundeira: "Cristo encontra as mulheres de Jerusalém", "Queda de Cristo", "Prisão de Cristo", "Beijo de Judas", "Descida da cruz", "Ecce Homo", "Cristo despojado das suas vestes", "Início do caminho do Calvário", "Queda no caminho do Calvário", "Cirene ajuda a transportar a cruz" e "Cristo encontra a Virgem". Na parte inferior da parede surgem pintadas figuras isoladas - duas cruzes do Calvário com a inscrição "SANTA MISSÃO" e Santas Mulheres. Sob a janela balaustrada, surge um primitivo frontal de altar de madeira com pintura fitomórfica. Na parede testeira está colocado o retábulo de talha policroma de vermelho, azul e pontuada por elementos dourados, de planta recta e um eixo definido por duas colunas torsas ornadas por pâmpanos e assentes em consolas decoradas com acantos e aves, tendo, ao centro, painel pintado com as figuras do Calvário; remata em friso de acantos e cornija; altar paralelepipédico.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

RECEITAS DE NATAL

ALETRIA ENFORMADA
À moda da Beira Alta

Ingredientes:
300gr de aletria
1 casca de limão
1 litro de água
1 litro de leite
250 gr de açúcar
canela em pó q.b.
6 gemas
Preparação:
Coloque a aletria e a casca de limão na água a ferver. Adicione o leite quente e deixe cozinhar. Quando a massa estiver praticamente cozida junta-se o açúcar e ferve mais um pouco, até ficar com um aspecto cremoso. Retire do lume e deixe arrefecer durante algum tempo até ficar morno. Misture então as gemas previamente mexidas. Leve novamente ao lume para cozer as gemas, mas sem deixar ferver. Coloque numa forma ou outro recipiente e espere que arrefeça. Depois de frio e solidificado pode-se então desenformar e polvilhar com canela em pó.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

IGREJA MATRIZ



Descrição
Planta longitudinal composta pelos volumes escalonados da nave, com cinco tramos marcados por contrafortes de esbarro, escalonados, da capela mor e da sacristia adossada à fachada lateral direita e capela lateral na oposta, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na nave, que se prolonga em aba sobre a capela lateral, de três águas na capela-mor, mais alta, e na sacristia. Fachadas em alvenaria de granito rebocada e pintada de branco, excepto a fachada principal e o corpo da capela-mor em cantaria de granito aparente, rematadas em cornija. A fachada principal, voltada a NO., é dupla, a exterior em empena recta, com os ângulos coroados por pináculos, e, ao centro, sineira dupla em arcos de volta perfeita, assentes em impostas salientes e rematada em cornija, tendo os ângulos coroados por pináculos; é rasgada por portal em arco de volta perfeita, repousando sobre impostas, com moldura boleada, formada, superiormente, pelas aduelas. Sobre a fachada, é visível a primitiva, em empena, tendo, entre elas, superiormente, o vão de acesso à sineira, que se processa por escadas que partem da fachada lateral esquerda, com guardas em cantaria; esta, virada a NE., é marcada pelo corpo da capela lateral, rasgada por janela jacente, surgindo, no corpo da nave, uma janela rectilínea; no corpo da capela-mor, fresta em capialço com moldura estriada. A fachada lateral direita, virada a SO., tem quatro contrafortes, entre os quais se inscrevem edículas cegas com cruzes de Calvário em relevo, surgindo, no terceiro tramo, portal em arco de volta perfeita e, no último tramo da nave, janela jacente em capialço; o corpo da sacristia, possui edícula cega com cruz, tendo, na capela-mor fresta em capialço. Fachada posterior da capela-mor em empena recta, cega, tendo, no corpo da sacristia, levemente recuado, uma janela rectilínea em caialço. O INTERIOR é desnivelado, de cinco tramos definidos por arcos diafragma de perfil apontado assentes nas paredes, rebocadas e pintadas de branco, percorridas por faixa pintada de cinzento, com coberturas diferenciadas em vigamento de madeira e pavimento em lajeado de granito. O portal axial é protegido por guarda-vento de madeira, flanqueado pela pia baptismal, no lado do Evangelho, com taça hemisférica sobre base cónica, e, no lado oposto, uma pia de água benta concheada, assente em coluna do tipo balaústre. A porta travessa tem pia de água benta de granito com bordo boleado. No lado da Epístola, púlpito circular, com base em forma de taça, assente sobre coluna coríntia, com guarda plena em cantaria de granito e escada no lado esquerdo. Arco triunfal de volta perfeita com duplo toro de secção circular, flanqueado por dois retábulos colaterais em talha dourada. Sob o arco triunfal, ara em cantaria assente sobre um plinto paralelepipédico. Capela-mor elevada por um degrau, com paredes em cantaria de granito aparente, em aparelho isódomo, e cobertura de madeira em masseira, assente sobre estreita cimalha de madeira e formando caixotões pintados de branco, com estrelas de quatro pontas no centro; sobre supedâneo com degraus centrais, retábulo-mor de talha dourada, de planta recta e três eixos definidos por quatro colunas torsas ornadas por pâmpanos assentes em plintos paralelepipédicos, ornados por acantos ou cartelas enroladas, que se prolongam em duas arquivoltas torsas, unidas no sentido do raio, formando o ático; no centro, tribuna em arco de volta perfeita, tendo cobertura em caixotões e fundo pintado de azul celeste pontuado por estrelas brancas, contendo trono de três degraus; na base da tribuna, sacrário embutido envolvido por acantos, com a porta ornada por Cristo redentor, ladeado por painéis relevados com as figuras de São Pedro e São Paulo; os eixos laterais são compostos por apainelados ornados de acantos; altar paralelepipédico com o frontal decorado por concheados, formando sebastos e sanefa, ladeado por duas portas de verga recta, de acesso à tribuna. No lado da Epístola, porta de acesso à sacristia, com tecto de madeira e pavimento em lajeado de granito, com lavabo de nicho semicircular e taça hemisférica de bordo boleado e decoração linear, incisa.

Descrição Complementar
Os retábulos colaterais são semelhantes, de talha dourada e pintada de bege, de planta recta e um eixo definido por duas colunas torsas ornadas por pâmpanos, com painel central pintado, a imitar brocados, ladeado por moldura boleada decorada de acantos e encimado por friso de acantos e querubim central, protegido por sanefa com lambrequins sobrepujados pelas iniciais entalhadas "AM", tendo altar paralelepipédico com frontal decorado com acantos e concheados, formando sebastos e sanefa com franjas.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

RECEITAS DE NATAL


Filhozes de Natal à Moda da Beira Alta
Ingredientes
1 kg de Farinha de trigo
10 ovos
1/4 litro de azeite
1/2 cálice de aguardente
uma colher de (café ) de sal
30 gr. de fermento de padeiro
uma chávena de leite
óleo q b
açúcar qb
canela q b

MODO DE PREPARAÇÃO
Comece por desfazer o fermento num pouco de leite morno, juntando-lhe um pouco de farinha, até ficar uma papa e deixe-a levedar numa tigela. De seguida coloque a farinha num alguidar grande, considerando que a massa irá crescer muito, e junte o sal. Leve o azeite ao lume e assim que começar a ferver retire-o e verta-o sobre a farinha, tendo o cuidado de mexer com uma colher de pau para escaldar muito bem toda a farinha. Depois esfarele tudo muito bem com as mãos para que não fique grumos. Junte o fermento, que nessa altura duplicou de volume e comece a juntar os ovos um a um, amassando tudo com as mãos. Junte a água-ardente e continue a amassar, até obter uma massa macia. Se necessário vá enfarinhando a mãos. A massa ficará pronta quando começar a formar bolhas. Deixe a massa levedar durante quatro a cinco horas em local resguardado de correntes de ar e coberta por um pano branco e uma manta quentinha. Quando duplicar de volume estará pronta para fritar. De seguida coloque bastante óleo numa frigideira para as filhozes poderem flutuar. Com as mãos untadas de azeite, retire pequenas bolas da massa e estique-as (tenda-as), evitando fazer buracos. Mergulhe-as no óleo a ferver mas não demasiado quente e com dois garfos dê-lhes um jeitinho a imitar uma flor. Depois de fritas escorra as filhozes em papel absorvente e polvilha-as com açúcar e canela.( Se os ovos forem pequenos, utilize 12 em vez de 10. Pode usar 30 ou 40 gr de fermento de padeiro de acordo com quantidade dos ingredientes.)

sábado, 29 de novembro de 2008

FONTE DA PEREIRA



Descrição
Fonte de planta rectangular, composta por caixa de água, plataforma e tanque. A caixa é simples, construída em cantaria de granito aparente, em aparelho isódomo, com cobertura de cantaria a duas águas, e remate em cornija saliente, tendo a face principal voltada a NE., rasgada por arco de volta perfeita que enquadra o tanque interno, tendo, sob a cornija, dois cachorros. As restantes faces são cegas. À frente da caixa de água, em cota inferior, está lançada a plataforma de acesso, separada do tanque rectangular, de planta regular, por murete de granito. INTERIOR com cobertura em abóbada de berço.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

CAPELA DOS SANTOS MÁRTIRES E TORRE



Descrição
Capela adossada a uma torre atalaia, hoje com a função de torre do relógio. A CAPELA é de planta longitudinal composta por nave e capela-mor ligeiramente mais estreita, de massa horizontal, com cobertura homogénea em telhado de duas águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por faixa pintada de cinzento e remates em cornija de betão e beiral. A fachada principal, virada a N., remata em empena truncada por sineira de volta perfeita com a cornija encimada por cruz de tipo grego com as hastes lisas; é rasgada por porta de verga recta e moldura de cantaria, ladeada por dois óculos quadrilobados, inscritos em moldura circular. O portal é ladeado por dois bancos adossados ao muro. A fachada lateral esquerda, virada a O., é cega, surgindo marcado o volume da capela-mor, ligeiramente mais estreito, surgindo, na oposta, uma fresta rectangular em capialço, na zona do altar-mor. Fachada posterior adossada à torre. O INTERIOR é nivelado, rebocado e pintado de branco, percorrido por faixa pintada de cinzento, com cobertura de madeira a duas águas e pavimento em lajeado de granito. O arco triunfal de volta perfeita assente em impostas salientes, acede à capela-mor com paramentos, cobertura e pavimentos semelhantes aos da nave, tendo, sobre supedâneo de um degrau o retábulo-mor assente em sotobanco de madeira pintada de azul, com corpo retabular central, de madeira pintada de bege e azul, de planta convexa e três eixos definidos por quatro colunas de fuste liso, as centrais com motivo fitomórfico, assentes em plintos paralelepipédicos com as faces ornadas por rosetões, encimadas por pináculos; no centro, nicho envidraçado de volta perfeita, rematado por frontão triangular e duas volutas interrompidas, tendo, nos eixos laterais, apainelados lisos; altar em forma de urna. A TORRE é de planta rectangular regular, de volume único de massa vertical, construída em alvenaria de granito aparente, apresentando os cunhais perpianhos marcados com cantaria e cobertura em telhado de quatro águas assente sobre a viga correspondente à laje de betão. Tem acesso ao interior por porta de lintel recto rasgada na fachada E., enquanto a fachada O. conserva os vestígios de um segundo vão, hoje entaipado. Na fachada principal, relógio circular cujo encaixe em granito mostra a data de "10/12/76", cujo eixo se encontra coroado por sineira edicular de cornija saliente. Existência de um banco, na fachada S. e, em três das suas faces, mostra pequenas frestas rectangulares. O INTERIOR é desnivelado, com acesso aos pisos superiores por escada inscrita no ângulo SE..

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O CONCELHO DE FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO


Brasão: de prata, leão rampante de vermelho acompanhado em orla por oito folhas de figueira de verde. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco com «Vila de Figueira de Castelo Rodrigo» de negro.

Bandeira: de vermelho, cordões e borlas de vermelho e prata. Haste e lança douradas.

Selo: circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo».


Figueira de Castelo Rodrigo é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito da Guarda, região Centro e sub-região da Beira Interior Norte, com cerca de 2 300 habitantes. É sede de um município com 508,57 km² de área e 6 723 habitantes (2006), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Freixo de Espada à Cinta, a leste pela Espanha, a sul por Almeida, a sudoeste e oeste por Pinhel e a noroeste por Vila Nova de Foz Côa. Fica em Terras de Riba-Coa de vastas paisagens, planaltos, fortalezas(castelos)junto ao vale do Coa e nos contrafortes da majestosa Serra da Marofa. O concelho teve foral em 1209, sendo até 1836 a sua sede na freguesia de Castelo Rodrigo.

domingo, 14 de setembro de 2008

O Padre de Vilar de Amargo

António Espinha da Cruz Monteiro

Nasceu no dia 3 de Maio de 1936, na freguesia da Vermiosa, no Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Por sugestão de uma irmã religiosa, frequentou o Curso dos Seminários, e é sacerdote há 48 anos. Foi ordenado no dia 31 de Julho de 1960, na Sé da Guarda. Paroquiou Vilar de Amargo no ano pastoral de 1997-1998.
Foi novamente nomeado pároco de Vilar de Amargo em 2006. E conjuntamente com esta freguesia assiste mais seis outras do Arciprestado de Figueira de Castelo Rodrigo.
Exerceu durante 27 anos docência, no colégio e depois na Escola Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo.

Informações gentilmente cedidas pelo Exmo. Sr. Padre António Monteiro.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Nossa Senhora dos Remédios



Realiza-se no dia 8 de Setembro a Festa da Nossa Senhora dos Remédios. Os vilamarguenses , povo simples e generoso, faz esta festa de uma forma simples, e sem manifestações sumptuosas. É uma forma de extravasar, a alegria e os sentimentos que caracterizam o povo desta aldeia de Portugal.

Versos Cantados à Senhora dos Remédios

Ó Mãe dos Remédios,
Ó Virgem Maria,
Ouve os nossos gritos,
Nossa voz escuta.
Ao mundo aflito,
Aos povos em luta,
Trazei-lhe de novo
A paz e alegria
Avé-Maria, Avé-Maria.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Versos Cantados a S. Miguel Padroeiro

Coro
Ó S. Miguel, nosso protector,
Guardai-nos sempre no vosso amor.

Ó S. Miguel, ó S. Miguel Arcanjo,
Santo guardião da nossa freguesia,
Roga por nós, sê sempre o nosso anjo,
Que nos dá fé, luz e alegria.

S. Miguel, d`almas protector celeste,
Livrai-nos sempre da estrada do mal;
Lembrando a miúdo a lição do Mestre,
A este bom povo de Portugal.

Ó S. Miguel, com a espada na mão,
Sempre, sempre pronto a nos defender,
Ajuda tu, o nosso coração,
Que já se sente um pouco enfraquecer.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O Moinho




Fotos: As fotos foram gentilmente cedidas por: Mário Daniel Carneiro André

O moinho, único existente na terra era movido a água e só funcionava no Inverno. Hoje o moinho já não funciona, pois as pessoas deixaram de cozer o pão, preferindo comprá-lo aos padeiros.